Penúltimo de dia de 2o11. Hora de fazer o balanço do ano, mas tenho medo: é bem provável que essa seja aquela hora me que eu caio do balanço, ralando o braço. Isso porque 2011 foi horrível, um péssimo ano, o pior da minha vida de 20 anos. Mas e daí? Não vou ficar dramaqueenizando por aí, só queria desabafar e falar um pouco dessa etapa infeliz, mas necessária, da minha vida.
Talvez eu nunca tenha lidado tanto com a rejeição como nesse maldito ano que tá acabando (melhor tomar cuidado, porque ele não acabou ainda, não é?). Final de namoro é dose pra qualquer um, mas isso não seria, por si só, motivo pra acabar com meu ano. Passei um certo tempo depois do fim do namoro acreditando numa mentira que eu contei de mim pra mim mesmo, me fiz de ridículo e até agora não entendo o porquê de eu ter me sujeitado a uma crença idiota de que algo de bom era possível daquela relação que, havia tempo, estava falida. Meses para superar já estraga alguns meses desse ano, mas que tal retroceder?
Do começo ao meio do ano as coisas já não estavam bem no relacionamento, apesar de termos vivido bons momentos. Agora acabou, ela é minha ex e, depois de superada, eu não quero saber mais dela na minha vida.
Acho que depois disso eu entrei com um bloqueio aos meus sentimentos, tentando me fazer gostar, mas nunca conseguindo totalmente. Eu achei que seria fácil superar e reconquistar confiança em mim, mas mais uma vez eu estava errado. Ainda vou esperando que coisas boas aconteçam, mas enquanto isso eu sigo passando por alguns ruins aqui e ali. As pessoas se cansam fácil de mim e eu preciso aprender a lidar com isso.
Isso se aplica também às minhas amizades. Só posso pedir desculpas a quem eu estressei nesse ano que passou: não foi fácil, dêem um desconto.
Problemas com a família, isso não faltou pra temperar muito bem o meu ano de 2o11. Saí de casa durante um tempo (uma semana, pra ser preciso) e voltei porque meu pai tinha resolvido sair de casa. Nenhum dos motivos foi supérfluo e por isso mesmo sou impedido de comentar qualquer coisa com a internet. Fato é que a família quase se desestruturou completamente nesse ano e foram tempos bem difíceis… E nada de “eu me arrependi do que fiz, descobri que não há nada como o lar” etc. Aqui é na base do ceticismo mesmo e se não fosse o choque pelo qual a gente passou nada teria melhorado.
Um ano inteiro sem projetos musicais, um ano inteiro com pouca produção na área da criatividade, um ano meio bloqueado em termos de… tudo. Pra somar a tudo isso, o segundo semestre foi um tempo muito conturbado no campo dos estudos, quando meus problemas emocionais me atrapalharam muito, além da carga enorme de estudos, fazendo com que eu sofresse um bom semestre. O que dizer? Não quero dizer nada, só quero que 2012 seja menos pior, ao menos. Todas as minhas reclamações podem parecer supérfluas, mas eu não me importo com a sua opinião. Eu senti o que eu senti e acho o que eu acho. Vejo coisas boas a curto, médio e longo prazo nesse ano que tá vindo, mas é melhor não criar expectativas: chega de decepções.
E quanto às coisas boas desse ano? Vou guardar pra mim, porque o que é bom a gente não divide.
Taí um textinho objetivo de reclamações pra terminar o ano. Bom 2012.